Continuando com jogos mais recentes, recordemos agora a noite em que indubitavelmente o Benfica se sentou no trono do futebol português. Campeão Nacional em título, apoiado por mais de 3.000 adeptos, chegou ao Dragão e venceu de forma categórica o seu maior rival dos últimos anos.
Foi trigo limpo, farinha amparo. A 1ª parte ainda foi equilibrada, mas na 2ª o Benfica deu um banho de bola e venceu sem contestação. E quem diria, Nuno Gomes foi um intratável matador e em 2 oportunidades, marcou 2 golos! Os deuses deviam estar loucos, naquela noite!
Só que este jogo teve mais importância que uma simples vitória no campo dum rival. É que o Benfica já não vencia no campo do porto há 14 anos, e eu, como todos os benfiquistas, ansiámos por esta vitória por demasiado tempo.
Todos sabemos o que sofremos, ano após ano, com a ida do Benfica às Antas. Umas vezes por mérito dos andrades, muitas vezes por mérito do 12º jogador do porto, saimos, uma e outra vez, cabisbaixos e revoltados daquele campo.
Fui fazer uma breve pesquisa nalguns livros que aqui tenho, e auxiliado pela memória de coisas que não se esquecem, desde o
2-0 do César Brito (e mesmo neste, ficou um penalty claríssimo por marcar, vejam o video que ele mostra), repare-se bem:
Em 91/92 o Benfica empata a zero bolas, acabando o jogo com...10 elementos. Expulsão do Isaías.
Em 92/93 o FCPorto beneficia de 2 penaltys (!), falhando o primeiro, mas marcando o 2º. Vence 1-0, com esse golo marcado a 5 minutos do fim...
Ainda nesse ano, o Benfica desloca-se às Antas para a Taça de Portugal, e
isto e
isto já dizem bastante deste encontro de boxe arbitrado pelo isento José Pratas. Também neste jogo o Benfica acaba reduzido a 10 elementos (por expulsão ridícula do Mozer). O Benfica lá empata a 1 bola, aguentando todo um prolongamento com 1 a menos, levando o jogo para a Luz, onde aí sim, vence 2-0.
Em 93/94, o Benfica empata a 3 bolas. Com um tal de Carlos Calheiros a apitar, o Benfica vence por 3-2 a 10 minutos do fim, até que é assinalado um
penalty absolutamente ridículo que dá o empate aos corruptos.
Em 94/95, para o campeonato o Benfica perde 2-1. Mas quando ainda estava 1-1, não é assinalado um
penalty claro que daria a vantagem ao Benfica (curiosamente, o árbitro é novamente o José Pratas). Ainda nesta época, para a Supertaça, acontece o
roubo mais descarado do século. Uma supertaça que nos foi roubada de forma escandalosa!
Em 95/96 o Benfica perde 3-0 nas Antas. Mas calma...quando ainda só perdia 1-0, o Ricardo Gomes é expulso. E a 5 minutos do fim lá vem o penalty da ordem a dar o 2-0. Já em descontos, o clube regional faz o 3º...
Em 96/97, a 20 minutos do fim o FCPorto vencia tranquilamente por 2-0. Mas o Benfica reduz, e isso já era perigoso. Portanto, 4 minutos depois do Benfica marcar, lá vem a expulsão habitual, e a poucos minutos do fim o FCPorto faz o 3-1. O árbitro foi o António Costa.
Em 97/98, o Benfica perde 2-0. Acontecem as famosas escaramuças entre o Paulinho Santos e o João Pinto (sendo que note-se que é o Paulinho que as começa) e o inacreditável
golo anulado ao Kandaurov, que teria dado o 1-1. O árbitro? Novamente o António Costa!
Em 98/99 o Benfica perde justamente por 3-1. Mas evidentemente que a tradição é para manter, logo o Benfica termina o jogo com 10 elementos. Já quanto ao nome do árbitro, continuamos em família. José Pratas...
99/00 e quem diria? Não há lances de arbitragem que tenham ficado na memória e o Benfica acaba com 11. Perde 2-0 (com Lucílio Baptista a arbitrar)...
Mas em 00/01 voltamos à tradição. O Benfica perde por 2-0, jogando com menos um elemento desde os 44 minutos. Quem é o árbitro, quem é? O nosso amigo António Costa, ora pois!
Em 01/02, outro jogo raro em que o Benfica acaba com 11 elementos. O FCPorto vence por 3-2.
Só que em 02/03 os escândalos voltam e em grande! O FCPorto vence 2-1, com o golo da vitória marcado através de um livre inexistente. Inexistente porque o Deco simula e o Éder é que paga as favas, sendo expulso. Mais à frente, também o Miguel é expulso e o Benfica acaba em campo com 9 elementos.
Em 03/04, o Benfica perde 2-0, com uma arbitragem absolutamente vergonhosa do Lucílio Baptista. Fica famosa
nova simulação do Deco a resultar em mais uma expulsão para os encarnados.
A partir de 04/05 já se joga no Dragão e aqui as coisas acalmaram. No ano em que é campeão o Benfica empata a 1 bola (jogo que também há-de cá vir parar), no ano seguinte dá este 2-0, em 06/07 perde por 2-3 nos descontos (como se devem lembrar, com o 3º golo do porto a surgir de um lançamento marcado quase na grande área) e o ano passado foi aquele triste 0-2.
Ps: Andava eu tão optimista com a nova época (sentimento de que dei conta no post anterior), mas aquela presença no torneio do Guadiana deixara-me pouco mais que deprimido. Vou aguardar mais uns tempos para ver o que pretendem Rui Costa e Quique Flores deste Benfica...